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Lição 06 - Ezequiel 8-11 – A Glória de Deus Se Retira do Templo | 1° Trimestre de 2026 | EBD PECC

  • Foto do escritor: Pastor Ivo Costa
    Pastor Ivo Costa
  • há 1 dia
  • 3 min de leitura

TEXTO ÁUREO “Ainda que estivessem no meio dela estes três homens, Noé, Daniel e Jó, eles, pela sua justiça, salvariam apenas a sua própria vida, diz o Senhor Deus.” (Ez 14.14)


VERDADE PRÁTICA Noé, Daniel e Jó nos lembram que a presença ou intercessão dos outros tem limitações e não substitui o arrependimento, obediência e relacionamento pessoal diante de Deus.


LEITURA BÍBLICA: Ezequiel 14.1-23


INTRODUÇÃO

Ezequiel 14 apresenta uma revelação solene: ainda que Noé, Daniel e Jó estivessem presentes em Jerusalém, eles só poderiam salvar a si mesmos. O texto destaca a responsabilidade pessoal diante de Deus e não anula o valor da presença e da intercessão, pois a Bíblia apresenta exemplos de intercessores como Abraão, Moisés, Samuel e Paulo. Contudo, em certas circunstâncias de juízo, Deus estabelece limites intransponíveis. Cada um responde por si diante de Deus.


I- NOÉ E A CORRUPÇÃO GERAL (14.12-14)


O primeiro bloco revela a seriedade do pecado nacional. O Senhor anuncia o juízo da fome sobre a terra, declarando que nem mesmo Noé poderia livrar a coletividade.


  1. O juízo da fome (14.13): À causa é o pecado, descrito como “graves transgressões”. O agente é o próprio Deus (“estenderei a mão contra ela”). A consequência é a fome, vista como disciplina pedagógica. Isso corrige a falsa segurança do povo, que confiava na presença de alguns piedosos como escudo coletivo.

  2. Noé andava com Deus (Gn 6.9): Noé é exemplo de fidelidade em meio à corrupção generalizada. Ele não foi moldado pela cultura de sua geração. Sua integridade preservou sua família, mas não foi capaz de impedir o juízo universal do dilúvio sobre os incrédulos.

  3. A limitação de Noé (14.14): O ensino é repetido para fixar a verdade: o justo só livra a si mesmo. Quando a rebeldia é coletiva e persistente, a justiça de um não se transfere aos demais.

II- DANIEL E AS FERAS (14.15-18)

O segundo bloco apresenta o cenário onde a terra se torna inabitável por causa da ação das feras.

  1. O juízo das feras (14.15): O pecado humano rompe o equilíbrio da criação. A inversão da ordem (animais dominando o território) ressalta a profundidade do juízo.

  2. Daniel na cova dos leões (Dn 6.16): Daniel manteve sua fé viva em ambiente hostil. Sua espiritualidade não era circunstancial. O livramento que recebeu na cova foi pessoal; sua fidelidade não era transferível à nação inteira.

  3. A limitação de Daniel (14.18): Nem mesmo Daniel livraria filhos ou filhas. A justiça não se herda. Cada geração precisa assumir sua própria posição diante de Deus.

III- JÓ E O SOFRIMENTO HUMANO (14.19-23)

O terceiro bloco mostra a dimensão mais severa do juízo: a praga e o derramamento de sangue.

  1. O juízo da peste e do sangue (14.19): Atinge diretamente a carne humana. A “peste” refere-se a epidemias, e o “sangue” aponta para violência e guerra.

  2. Jó é fiel na dor (Jó 1.21): Jó é o paradigma de fidelidade. Mesmo perdendo bens, filhos e saúde, ele reconheceu a soberania divina. Embora fosse intercessor por seus amigos, sua justiça não salvaria Jerusalém.

  3. A limitação de Jó (14.20): Pela quarta vez, o princípio é repetido. Ao citar esses três homens em diferentes contextos, Deus mostra que a justiça é sempre pessoal e intransferível.

APLICAÇÃO PESSOAL

Não podemos depender da fé alheia. A justiça de pais, líderes ou intercessores não substitui a necessidade de relacionamento pessoal com o Senhor. Cada crente deve assumir sua posição diante de Deus em santidade e obediência.



 
 
 

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