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Lição 08 - Ezequiel 28 - A Queda do Querubim Ungido

  • Foto do escritor: Pastor Ivo Costa
    Pastor Ivo Costa
  • há 12 horas
  • 13 min de leitura
Lição 08 - Ezequiel 28

Texto Áureo

"Perfeito eras nos teus caminhos, desde o dia em que foste criado até que se achou iniquidade em ti." Ezequiel 28.15


Verdade Prática

Deus não criou o Diabo, foi pelo orgulho que ele se tornou quem é.


Introdução


Alguns pais da igreja (Orígenes, Jerônimo), aplicando uma interpretação sistemática das Escrituras, reconheceram nessa passagem uma referência a Lúcifer: A passagem inicia condenando ao rei de Tiro, mas a linguagem transcende a mera experiência humana e aponta para alguém por traz dele: Satanás.


Quando estudamos essa introdução à luz do contexto bíblico, percebemos que a profecia registrada no Livro de Ezequiel dirige-se, no nível imediato, ao governante histórico de Tiro, mas a linguagem utilizada ultrapassa a descrição de um simples rei humano. Alguns intérpretes antigos, como Orígenes e Jerônimo, perceberam que a descrição possui elementos simbólicos e espirituais tão elevados — perfeição inicial, queda por orgulho, corrupção interior — que apontariam para uma realidade espiritual por trás do governante terreno. Eles entenderam que o texto apresenta um duplo nível profético: um julgamento histórico visível e, ao mesmo tempo, uma revelação espiritual invisível.


Essa leitura sugere que o rei seria uma espécie de figura ou instrumento de Satanás, refletindo o mesmo pecado que a tradição cristã associa à queda de Lúcifer: o orgulho que deseja ocupar o lugar de Deus. A ideia central não é meramente identificar personagens, mas entender o princípio espiritual revelado. Deus mostra que por trás de sistemas corruptos, poderes arrogantes e líderes que se exaltam acima do limite humano, existe uma influência espiritual de rebelião contra Ele.


O ensino para a classe é profundo e atual. A profecia demonstra que a queda nunca começa externamente; ela começa no coração, quando a criatura passa a confiar mais em si mesma do que em Deus. Assim, a mensagem não é apenas sobre um rei antigo ou um ser espiritual, mas sobre um alerta universal: toda vez que o orgulho governa a vida, repete-se o mesmo caminho de queda. Por isso, a Escritura revela essas realidades não para satisfazer curiosidade, mas para produzir vigilância espiritual e humildade diante do Senhor.




Quando analisamos o texto de Livro de Ezequiel 28.2–12, percebemos que o profeta inicia sua mensagem dirigindo-se claramente a um personagem histórico — o governante de Tiro — denunciando seu orgulho, sua auto-deificação e sua arrogância política. No entanto, à medida que a profecia avança, a linguagem se torna elevada demais para caber apenas em um rei humano. Expressões que falam de perfeição original, sabedoria extraordinária e queda por causa da soberba apontam para uma realidade que ultrapassa a esfera terrena. É justamente aqui que muitos intérpretes entendem que o texto possui um duplo alcance: um julgamento contra um rei literal e, ao mesmo tempo, uma revelação simbólica de uma rebelião espiritual mais profunda.


Esse padrão profético não é exclusivo dessa passagem. Algo semelhante ocorre em **Livro de Isaías 14, onde a mensagem começa contra o rei da Babilônia e gradualmente assume uma dimensão cósmica, descrevendo a queda daquele que queria subir acima das estrelas de Deus. Por isso, muitos estudiosos ao longo da história cristã entenderam que esses textos revelam, por trás dos governantes orgulhosos, a atuação de uma realidade espiritual associada à rebelião primordial atribuída a Lúcifer, identificado na teologia cristã com Satanás.


A intenção do profeta não é apenas revelar a identidade de seres espirituais, mas ensinar um princípio eterno: todo poder humano que se exalta contra Deus acaba refletindo o mesmo espírito de orgulho que marcou a primeira rebelião. Assim, o texto não é apenas uma denúncia histórica, é uma advertência espiritual. Ele mostra que a raiz da queda não está na posição que alguém ocupa, mas na atitude do coração. Sempre que alguém se coloca no lugar de Deus, repete o mesmo padrão que levou à ruína tanto reis terrenos quanto poderes espirituais.


Tópico 1. "Eu sou deus" Ezequiel 28.2)

Filho do homem, dize ao príncipe de Tiro: Assim diz o Senhor Deus: Visto que se eleva o seu coração, e dizes: Eu sou Deus, sobre a cadeira de Deus me assento no coração dos mares, e não passas de homem e não é Deus, ainda que estimas o teu coração como se for a o coração de Deus.

O príncipe de Tiro é acusado de dizer: "Eu sou deus, sobre a cadeira de Deus estou entronizado no coração dos mares". Embora reis antigos, como os faraós e outros, alegassem divindade, o tom aqui sugere uma arrogância que transcende o natural. Ele não apenas se compara a um deus, ele se coloca no trono de Deus. Essa reivindicação é tão extrema que soa semelhante à rebelião espiritual descrita em textos como Isaías 14 e 2° Tessalonicenses 2.4, onde seres espirituais se exaltam acima de Deus. Essa linguagem é incomum para simples soberanos terrenos, indicando a atuação de um poder espiritual por trás do trono.


Quando Deus manda o profeta declarar ao governante descrito em Livro de Ezequiel 28:2 que ele é apenas homem e não Deus, o Senhor está confrontando diretamente a raiz do pecado que mais provoca juízo divino: o orgulho que se diviniza. O líder de Tiro não estava apenas governando com arrogância política; ele havia ultrapassado o limite da soberba humana e assumido linguagem de auto-deificação, dizendo em essência: “Eu sou deus”. No mundo antigo reis às vezes recebiam títulos divinos, como ocorria com faraós e imperadores, mas aqui o tom é mais radical, pois ele não apenas aceita honra divina — ele reivindica o próprio trono de Deus.


Esse detalhe é teologicamente importante, porque a Bíblia apresenta a exaltação absoluta de si mesmo como marca típica da rebelião espiritual contra o Criador. O texto ecoa o padrão visto em Livro de Isaías 14, onde aparece a figura simbólica associada à queda de Lúcifer, que desejou subir acima das estrelas de Deus, e também lembra a descrição profética do opositor final em Segunda Epístola aos Tessalonicenses 2:4, que se exalta acima de tudo o que se chama Deus. Isso mostra um princípio espiritual recorrente nas Escrituras: quando alguém tenta ocupar o lugar de Deus, repete o mesmo padrão de rebelião primordial.


O mais impressionante é a resposta divina: “tu és homem e não Deus”. Em uma frase, o Senhor desmonta toda a ilusão de grandeza. Deus não discute, Ele declara a realidade. A soberba faz o homem se enxergar como divino; a palavra de Deus o faz lembrar que é pó. Essa confrontação revela que o maior perigo espiritual não é a fraqueza humana, mas a falsa sensação de autossuficiência.


A lição espiritual é profunda e atual. Sempre que o coração humano se exalta, começa a trilhar o mesmo caminho de queda. A mensagem do profeta não é apenas histórica, é um alerta eterno: ninguém pode ocupar o lugar de Deus sem caminhar para a ruína. A verdadeira grandeza não está em se elevar, mas em reconhecer quem Deus é e quem nós somos diante dEle.


Tópico 2. Atributos inatingíveis a humanos (Ezequiel 28.3)

Sim, é mais sábio que Daniel, não há segredo algum que se possa esconder de ti.


Nos versos 3 a 5, o texto diz que o príncipe de Tiro seria "mais sábio que Daniel" e que "nenhum segredo lhe estaria oculto". Daniel, como sabemos, era conhecido por sua sabedoria divina e discernimento espiritual, não meramente político. Comparar um homem a Daniel já seria ousado, mas dizer que nenhum segredo lhe é oculto aproxima essa figura de uma entidade angelical ou espiritual. Nenhum ser humano, nem mesmo os maiores reis da história, jamais tiveram conhecimento ilimitado. Isso sugere que Ezequiel está usando o rei Tiro como símbolo de uma inteligência espiritual corrompida, ou seja, Lúcifer antes da queda.


Na sequência do capítulo termos descrições em relação ao "rei Tiro" que são inaplicáveis a seres humanos. Vejamos:


a) Perfeição original (versus 15). A descrição "perfeitos nos teus caminhos" é inapropriada a humanos caídos (Romanos 3.10), pois claramente indica uma obra-prima incontaminada e plena em sabedoria e formosura;

b) Habitação no Éden celestial (versus 13). O local mencionado não se enquadra na descrição de Gênesis de um Éden botânico. Aqui é uma espécie de Éden Mineral ou celestial, com pedras como pavimento.

c) Natureza angélica. A expressão "Querubim da guarda ungido" (versus 14) claramente alude a um ser fora da nossa dimensão conhecida com uma função protetora ou guardadora da glória divina. Seja a quem Ezequiel se refira, seus atributos não se enquadram na espécie humana.


Quando o profeta declara em Livro de Ezequiel 28:3 que o governante descrito seria “mais sábio que Daniel” e que nenhum segredo lhe estaria oculto, Deus está usando uma linguagem irônica e reveladora ao mesmo tempo. Daniel era reconhecido nas Escrituras por possuir sabedoria dada diretamente por Deus, especialmente para revelar mistérios e interpretar sonhos. Portanto, dizer que alguém seria mais sábio que Daniel não é um elogio literal, mas uma exposição da pretensão arrogante desse líder. É como se Deus dissesse: “Você se acha superior até ao maior exemplo de sabedoria espiritual que conhecem.”


Nos versículos seguintes, a descrição se intensifica e assume características que parecem ultrapassar a realidade humana comum. O texto fala de perfeição original, presença em um ambiente descrito como Éden adornado de pedras preciosas e da figura de um “querubim ungido para guardar”. Essas expressões levaram muitos intérpretes ao longo da história a entender que a profecia possui dois níveis de leitura: um histórico, referente ao governante real de Tiro, e outro simbólico ou espiritual, apontando para a realidade de uma criatura originalmente perfeita que caiu por causa do orgulho, frequentemente associada na tradição cristã à figura de Lúcifer.


O ponto central, porém, não é identificar personagens com precisão absoluta, e sim compreender o princípio espiritual revelado. A Bíblia afirma em **Epístola aos Romanos 3:10 que não há justo, nem um sequer, o que mostra que a perfeição absoluta não pertence à natureza humana caída. Assim, quando o texto descreve alguém como perfeito em seus caminhos desde a origem, a linguagem sugere uma condição anterior à corrupção moral humana. Isso explica por que muitos entendem que Ezequiel está revelando, por trás do rei terreno, a atuação de uma realidade espiritual orgulhosa e rebelde.


A lição espiritual é profunda e prática: o maior perigo não é possuir sabedoria, riqueza ou poder, mas acreditar que essas coisas tornam alguém autossuficiente ou semelhante a Deus. O texto mostra que o orgulho intelectual e espiritual é capaz de cegar até quem parece brilhante. A verdadeira sabedoria, segundo a Bíblia, não é saber tudo, mas reconhecer que só Deus é onisciente. Sempre que alguém começa a agir como se nenhum segredo lhe estivesse oculto, já iniciou o mesmo caminho de queda descrito pelo profeta.


Tópico 3. Figuras incompatíveis com humanos (Ezequiel 28.12)

Filho do homem, levanta uma lamentação contra o rei de Tiro e dize-lhe: Assim diz o Senhor Deus: Tu és o sinete da perfeição, cheio de sabedoria e formosura.


Fica claro que Ezequiel não está falando de um mero ser humano, pois, melhor que alguém seja, não se enquadraria nessa escala: "sinete da perfeição, cheio de sabedoria e formosura." No início a profecia de condenação do rei de Tiro usa uma linguagem política, mas os versículos seguintes (11-19) empregam um vocabulário cósmico e teológico, indicando uma transição propositada.


O ser que Ezequiel também descreve também possuía privilégios únicos, como acesso ao Santuário celestial, diferente do tabernáculo terreno. O profeta também o mostra coberto de pedras preciosas (versus 13). Nove minerais diferentes são listados figurando a luz da glória divina refletida nele. Tudo isso mostra que o profeta está falando de alguém que é mais do que um mero humano.


Quando o profeta registra a declaração divina em Livro de Ezequiel 28:12, chamando a figura descrita de “sinete da perfeição, cheio de sabedoria e formosura”, a linguagem atinge um nível que claramente ultrapassa a descrição comum de qualquer governante humano. A expressão “sinete da perfeição” transmite a ideia de algo completo, acabado e sem defeito — um selo final da obra criadora. Nenhum rei histórico, por mais poderoso que fosse, poderia ser descrito literalmente nesses termos. Isso indica que o texto está se movendo de um plano político visível para um plano espiritual mais profundo.


No início do oráculo, a mensagem parece dirigida apenas ao governante de Tiro, denunciando sua arrogância e autodeificação. Porém, a partir desse ponto, o vocabulário muda para imagens cósmicas, simbólicas e teológicas. O personagem passa a ser descrito como alguém adornado com pedras preciosas, refletindo a glória divina, e associado a um ambiente semelhante a um santuário celestial. Essas características levaram muitos intérpretes cristãos a entender que o texto apresenta um retrato tipológico: o rei terreno seria a manifestação histórica de uma realidade espiritual mais profunda, frequentemente associada à figura de Lúcifer antes de sua queda.


O objetivo profético não é satisfazer curiosidade sobre seres espirituais, mas revelar um princípio eterno: a queda começa quando a beleza, a sabedoria e os privilégios recebidos de Deus passam a ser usados para exaltação própria. A descrição grandiosa serve para mostrar o contraste entre a condição original elevada e a ruína causada pelo orgulho. Quanto maior o privilégio, maior a responsabilidade — e mais grave a queda quando há rebelião.


A lição espiritual para a classe é clara e profunda. Deus concede dons, talentos e posições, mas nenhum deles deve ser confundido com divindade. O texto ensina que grandeza sem humildade se transforma em caminho de destruição. Assim, mais importante do que saber quem exatamente é a figura simbólica descrita é compreender a advertência central: todo coração que se exalta demais começa a trilhar a estrada da queda.


Ponto 2. A GLÓRIA E O PECADO DE LÚCIFER (Ezequiel 28.12-17)


Deus revela a excelência desse ser antes da queda: perfeição, beleza e intimidade divina. Tudo isso, porém, foi corrompido devido seu orgulho e autoglorificação.


Tópico 1. Uma criação única e excelente (Ezequiel 28.12)

Filho do homem, levanta uma lamentação contra o rei de Tiro e dize-lhe: Assim diz o Senhor Deus: Tu é o sinete da perfeição, cheio de sabedoria e formosura.


Com profundidade simbólica e poética, Ezequiel nos descreve a excelência da criação desse ser espiritual. Ele é descrito como tendo sido criado como o selo da perfeição, ou seja, não havia defeito em sua natureza original. Além disso, com uma formosura ímpar para irradiar ou refletir a glória de Deus.


Lúcifer foi criado como uma criatura extraordinária em beleza, sabedoria, posição e função. Há comentaristas que também entendem ou veem como líder dos anjos (ou um deles) ou ainda guardião da santidade divina.


Tópico 2. O orgulho procede a ruína (Ezequiel 28.17a)

Elevou-se o teu coração por causa da tua formosura, corrompeste a tua sabedoria por causa do teu resplendor.


O orgulho foi a semente da rebelião. Criado para refletir a glória de Deus, Lúcifer desejou usurpar o lugar de seu criador. C. S. Lewis descreve o orgulho como o pior dos pecados e lembra que foi por ele que Satanás se tornou quem é. Paulo, apóstolo, corrobora isso quando adverte sobre o perigo de levar ao ministério pessoas neófitas e vulneráveis à condenação do Diabo, a qual ele descreve como sendo a soberba.


Lúcifer, originalmente um ser de esplendor, corrompeu-se ao atribuir sua perfeição a si mesmo, esquecendo-se de quem o criou. Em vez de adoração, Satanás tornou-se sua própria medida e foi tomado de um sentimento de autossuficiência e auto deificação. Foi o orgulho que derrubou Lúcifer, o anjo perfeito, logo, tal sentimento, deve receber de nós absoluta vigilância.


Enquanto Jesus, o Deus-homem, é revelado como descendo para servir e glorificar o Pai, Satanás é descrito como alguém desejoso de ascender para dominar e glorificar a si mesmo, o resultado foi que caiu pela força da gravidade do seu próprio ego. Essa história não é um mito, mas um espelho de advertência e do perigo que ronda todos nós. Enquanto Deus resiste aos soberbos, Satanás os atrai para condenação que o atingiu. Vigiemos nosso coração. A exaltação pessoal é uma armadilhoa mortal.


Tópico 3. Julgamento e expulsão (Ezequiel 28.17b)

...lancei-te por terra, diante dos reis te pus, para que te contemplem.


Quando a exaltação substitui a adoração a queda é inevitável e o juízo divino certo. Deus não compartilha sua glória com ninguém. Ao desejar uma glória que não tinha, Lúcifer torna-se Satanás, o inimigo de Deus. Muitos hoje naufragam espiritualmente não por escassez, mas por excesso de confiança em si mesmos.

Assim como Lúcifer foi lançado por terra, todo coração altivo será abatido. No mundo de hoje, no qual o culto à própria imagem é exaltado, a lição permanece: A expulsão de Lúcifer do monte de Deus é o símbolo máximo de que nenhuma glória pessoal pode ocupar o lugar de Deus. Deus continua resistindo o soberbo.


Não há problemas em termos dons e virtudes, o problema está em achar que o merecemos ou que a causa e origem deles está em nós mesmos. Lúcifer caiu não por falta de dons, mas por confiar neles mais do que em Deus. Quem cultiva o orgulho, colhe afastamento de Deus.


Ponto 3. AS IMPLICAÇÕES DA QUEDA DE LÚCIFER (Ezequiel 28.17-18)


Tópico 1. A origem do mal e sua natureza (Ezequiel 28.17)

Elevou-se o teu coração por causa da tua formosura, corrompeste a tua sabedoria por causa do teu resplendor; lancei-te por terra, diante dos reis te pus, para que te comtemplem.


A queda de Lúcifer revela que o mal não é a força coeterna com Deus, mas originou-se na vontade criada. Lúcifer, criado perfeito, caiu por orgulho e rebelião contra Deus. Isso mostra que o pecado fundamental é a rejeição da soberania e bondade de Deus, substituindo-a pela autossuficiência e desejo de ser "como Deus".

O mal é, portanto, uma corrupção parasitária da boa criação, não uma substância independente. A queda angelical precede e prepara a tentação humana, estabelecendo o padrão de tentação baseada na dúvida da bondade divina e na promessa de autonomia ilusória.


Tópico 2. A realidade da liberdade (Ezequiel 28.18)

Pela multidão das tuas iniquidades, pela injustiça do teu comércio, profanaste os teus santuários; eu, pois, fiz sair do meio de ti um fogo, que te consumiu, e te reduzi a cinzas sobre a terra, aos olhos de todos os que te contemplam.


A queda de um ser angelical, dotado de elevado conhecimento e proximidade de Deus, demonstra a realidade de livre-arbítrio concedido às criaturas racionais (anjos e humanos). A perfeição inicial não garante impecabilidade eterna; a possibilidade de cair é inerente à liberdade genuína. Isso ressalta que a fidelidade é uma escolha contínua, dependente da graça sustentadora de Deus.


A queda de Lúcifer serve como advertência solene sobre os perigos do pecado e da soberba em particular. Mesmo os mais elevados podem cair, enfatizando a necessidade de humildade e dependência do Criador.


Tópico 3. A guerra espiritual (Ezequiel 28.19)

Todos os que te conhecem entre os povos estão espantados de ti; vens a ser objeto de espanto e jamais subsistirás.


A rebelião de Lúcifer (agora Satanás) iniciou um conflito espiritual cósmico entre o reino de Deus e as forças do mal. Este conflito transcende o plano material e impacta diretamente a humanidade. A queda introduziu o sofrimento, a tentação e a morte no mundo criado. A boa notícia é que Cristo veio e derrotou o poder das trevas. A história da redenção é, em parte, a resposta divina à queda angelical.


Ignorar a guerra espiritual é andar desarmado num campo de batalha real. A Bíblia comprava claramente uma guerra espiritual real, invisível aos olhos humanos, mas com impactos concretos em nossas vidas diárias _ especialmente nas áreas emocional, moral e espiritual. Sim, a guerra espiritual é real. Ela ocorre nos bastidores da vida humana, influenciando decisões, tentações e estruturas. mas em Cristo, já temos a vitória. "Maior é o que está em vós do que o que está no mundo" (1° João 4.4).



Aplicação Pessoal

A beleza, os dons, as conquistas e posses podem corromper se o coração não for vigiado






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